SÉRGIO SOMBRA

Um líder de uma
empresa vencedora

Publicado no Jornal Pequeno no dia 16 janeiro de 2009

Sucessão familiar sempre foi algo muito difícil nas empresas onde existem herdeiros. Dessas empresas existem dois tipos: a empresa onde cada membro briga pelos seus próprios interesses e procura tirar o máximo dela para si, o exemplo foi o antigo Banco Nacional, e a empresa de família onde a sucessão é tranquila, as funções são determinadas e a hierarquia respeitada. Elas passam a virar uma empresa do mercado. Esse é o caso do Foto Sombra, que completa em abril 52 anos de vida. Já é administrada pela segunda geração e tem como seu principal executivo Sérgio Sombra.

O Foto Sombra nasceu das mãos de Jesus Sombra que mostrou desde o início o pioneirismo – responsável por marcar esta empresa no segmento fotográfico.

Ela iniciou com uma simples prestação de serviço de revelação de foto para mais tarde se tornar uma das mais importantes do setor de foto/imagem do Brasil.

Porém coube a Sérgio Sombra a responsabilidade de administrar o ciclo de vida desta empresa de meio século de existência, hoje tão moderna quanto os serviços que presta.

Sérgio é um jovem que começou a trabalhar no setor de Logística da empresa aos 18 anos. Sempre sereno, mas muito trabalhador, começou a compreender todos os processos que envolviam a revelação de uma foto. Quem a princípio olha para Sérgio pode até achar que seu jeito tranquilo e voz mansa não mostram o grande profissional que é. Ele participou dos mais importantes e perigosos processos de evolução na fotografia nestes últimos 15 anos. Foi com ele que seu pai, Jesus Sombra, pôde contar para o grande pulo que o mercado deu na época que foi a revelação em cores, com laboratórios coloridos. A partir da implantação destes equipamentos, não havia mais necessidade de enviar as fotos em cores para serem reveladas fora da cidade. Um grande marco no mercado deste setor foi este investimento e, mais uma vez, o pioneirismo marcou presença na empresa.

Foi frequentando as Feiras de fotografias no Brasil e no exterior, que Sérgio e Sr. Sombra depararam com uma grande novidade, “Os Minilabs”. Eram pequenos laboratórios que faziam em uma hora a revelação das fotos, eram equipamentos de custos elevados e importados do Japão, num período onde importação não era fácil, mas a rentabilidade era boa e trouxe o cliente para dentro da loja, o qual podia ficar assistindo ao filme ser revelado e, mais uma vez, o Foto Sombra foi o pioneiro

Entre o lançamento do laboratório em cores e a grande revolução digital, o Foto Sombra passou por um momento difícil. A morte do seu fundador, em 1998, foi algo que abalou muito a estrutura emocional de Sérgio, sua família e com toda a empresa, porém neste momento a união de todos e a visão de que a empresa não pertencia mais aos Sombras e, sim, ao mercado maranhense fez com todos descem a volta por cima.

Unido com suas irmãs, Sérgio começou um processo gradual de aprendizado, investimento e, acima de tudo, procurou enxergar o que poderia acontecer no mercado no futuro, principalmente com a era Digital. O computador já vinha fazendo parte da vida dos brasileiros, a digitalização já era uma verdade. E como sobreviver? Era a pergunta que Sérgio buscava responder. E ele respondeu com trabalho e ousadia.

Na época que explodiu o mercado das imagens digitais, muitos especialistas não sabiam dizer para aonde iriam empresas do segmento do Foto Sombra, a única certeza que se tinha é que muitas não iriam sobreviver; o que aconteceu de verdade, marcas como a alemã Agfa fecharam. Mas, apesar deste novo desafio, Sérgio não esmoreceu, trabalhou mais, inovou aumentando o seu mix de produtos, rejuvenesceu a marca da empresa, mudou o visual das lojas, fechou algumas e investiu em outras que poderiam trazer maior rentabilidade. Quem poderia afirmar naquela época que o Foto Sombra continuaria no mercado e cada vez mais forte e inovador? Ninguém, mas Sérgio conseguiu.

Hoje, são 10 lojas e, além de Sérgio, a empresa conta na controladoria com suas irmãs Silvia, Sonali e Suelma Sombra nas finanças. Nada do que Sérgio fez para reiniciar um novo ciclo de vida da marca Sombra teria conseguido fazer, se as irmãs não estivem trabalhando e dessem o apoio necessário para que as ações implantadas tivessem êxito.

Sérgio é daqueles empresários de que o Brasil precisa, não envelhece na cabeça, procura cercar-se de bons profissionais, delega funções, mas sabe cobrar. Não para de estudar, de frequentar feiras e seminários sobre o ramo e, acima de tudo, tem a ousadia para mudar e isso faz de Sérgio Sombra um exemplo de um executivo vencedor.

Na vida particular, pouco se sabe de Sérgio, pois é discreto, festa com os amigos, estar com sua família, com sua esposa Cristina com quem vai fazer 25 anos de casado e seus filhos Rafael, que já trabalha na empresa, e Daniel, estudante de administração de empresas, é o que gosta de fazer. Não perde um bom papo com os amigos e vive uma vida tranquila. Seu hobby não podia deixar de ser a fotografia, além de ser um colecionador de câmeras antigas, verdadeiras relíquias, sempre que pode, coloca em prática seus conhecimentos na fotografia.

A família Sombra se confunde com a história da fotografia no Maranhão. Em seus 52 anos de existência, a empresa revelou as alegrias, tristezas; cenas que foram capas dos principais jornais; morte e vida; o crescimento da cidade; sempre no olhar atento dos fotógrafos profissionais e amadores da cidade. Mas, acima de tudo, os Sombras estão deixando uma empresa para o mercado. Estruturada e moderna, mostra que São Luís é um mercado de profissionais vencedores. Mas é preciso entender que ser dono de uma empresa é até fácil, mas mantê-la viva, durante décadas, é competência.

 

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A família Sombra se confunde com a história da fotografia no Maranhão.

Momentos especiais